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Médicos dão sinal amarelo à situação da saúde suplementar |
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Da esq. para dir.: Marcio Bichara, Florentino Cardodo, FLorisval Meinão e Jurandir Turazzi |
Ocorreu na última sexta-feira, 02 de março, reunião ampliada entre a Comissão Nacional de Honorários Médicos (CNHM) da Associação Médica Brasileira (AMB) e a Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU), composta por integrantes da AMB, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Fenam, para traçar as metas e as estratégias de atuação do movimento médico na saúde suplementar em 2012.
Coordenando os trabalhos estavam Florisval Meinão, Jurandir Turazzi, Aloísio Tibiriçá e Márcio Bichara.
Apresentadas as opiniões e sugestões de todos os presentes, a mesa coordenadora definiu a pauta de reivindicações e o calendário de ações do movimento da seguinte maneira. As negociações com as operadoras de planos de saúde devem ser regionais, encabeçadas pelas Comissões Estaduais de Honorários Médicos, e norteadas pelos seguintes itens:
– o reajuste deve ser aplicado não só às consultas (cujo valor de referência é de R$ 80,00), mas também aos procedimentos médicos;
– os contratos devem conter claramente o índice que determinará os reajustes, sua periodicidade, assim como critérios para credenciamento, descredenciamento e glosa;
– a CBHPM deve ser defendida como referencial de hierarquização na saúde suplementar;
– apoio aos projetos de lei que abordem temas referentes a reajustes e à adoção de contratos com critérios claros;
– fim da interferência antiética das operadoras de planos de saúde no trabalho dos médicos.
Já a atuação do movimento deverá respeitar o seguinte calendário:
– em março as entidades médicas regionais devem se reunir, inclusive com os representantes das sociedades de especialidade, e definir a pauta de negociação, com base nas orientações passadas pela coordenação nacional.
– de abril a maio, mobilização e início das negociações com as empresas de planos de saúde.
– em junho, agendamento de assembleias locais e deliberação.
– julho, nova reunião ampliada entre COMSU e CNHM para decidir rumos do movimento para o segundo semestre.
Estavam presentes ainda Florentino Cardoso, presidente da AMB, e Jorge Carlos Machado Curi, 1º vice-presidente