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Audiência pública debate desafios das maternidades e UTIs neonatais na Região Metropolitana

Encontro na Assembleia Legislativa do RS reuniu entidades médicas e gestores para mapear demandas, discutir sustentabilidade e qualificar a assistência materno-infantil

A Comissão Especial de Apoio às Maternidades e UTIs Neonatais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul promoveu, na noite desta terça-feira, 17 de março, uma audiência pública para discutir a situação da assistência obstétrica e neonatal na Região Metropolitana de Porto Alegre. O encontro ocorreu na Sala João Neves da Fontoura, no Plenarinho do Parlamento gaúcho, reunindo representantes de instituições, especialistas e gestores da área da saúde.

Proponente da iniciativa e presidente da Comissão, o deputado estadual Dr. Thiago Duarte destacou que o grupo foi estruturado com o objetivo de enfrentar desafios históricos do setor, especialmente em relação à organização da rede de atendimento e à redução de impactos na morbimortalidade materna e neonatal.

“A Comissão nasce com três propósitos principais: mapear os vazios assistenciais no Estado, discutir a sustentabilidade econômica dos hospitais (especialmente filantrópicos e Santas Casas) e identificar dificuldades estruturais, incluindo a questão dos equipamentos”, afirmou.

O parlamentar também ressaltou a construção de propostas voltadas à segurança no parto, desenvolvidas em conjunto com entidades médicas.

“Há um projeto em elaboração, o Parto Seguro, que busca estabelecer direitos e deveres para todos os envolvidos no cuidado, contribuindo para a redução de riscos tanto para a mãe quanto para o recém-nascido”, acrescentou.

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) esteve representada pelo diretor de Finanças, Dr. Breno Acauan Filho, médico ginecologista e obstetra, que reforçou a relevância da criação da Comissão e a necessidade de qualificar a assistência prestada.

“Observamos hoje, como obstetras, desafios importantes relacionados às condições de trabalho e à organização das equipes. Em muitos casos, há fragilidades na gestão e na definição de fluxos, o que impacta diretamente na segurança do atendimento”, pontuou.

O representante da entidade gaúcha também chamou atenção para a importância da valorização profissional e da qualificação contínua do corpo clínico.

“É fundamental investir na atualização dos médicos e na melhor utilização das estruturas disponíveis. Muitas vezes, há serviços bem equipados, mas que não operam em seu potencial máximo por falta de capacitação adequada”, destacou.

A audiência contou, ainda, com a participação do conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS), Dr. Benjamin Roitman; da diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Dra. Debora Ascari do Espírito Santo; do diretor do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas e representante da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Dr. Marcos Slompo; da coordenadora médica assistencial da Santa Casa de Porto Alegre, Dra. Janete Vettorazzi; do representante do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Dr. Maurício Coveiro; e do diretor técnico do Hospital Universitário de Canoas, Dr. Fernando Farias.

Como encaminhamento, a Comissão deverá levantar as demandas apresentadas pelos hospitais, organizando-as em um planejamento estratégico, com a finalidade de estruturar as principais necessidades identificadas ao longo dos encontros.

Fonte: Ana Carolina Lopes/ASCOM AMRIGS
Fotos: Victor Franciscatto

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