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Assembleia Legislativa instala Frente Parlamentar Pró-Saúde Pulmonar com presença e apoio da AMRIGS

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou, na tarde desta segunda-feira, 13 de outubro, a Frente Parlamentar Pró-Saúde Pulmonar, iniciativa voltada à promoção de políticas públicas e ações que fortaleçam a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças respiratórias. A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Dr. Thiago Duarte, que conduziu o ato de instalação na Sala Adão Pretto da Casa.

O encontro reuniu representantes de importantes entidades médicas do Estado, entre elas o presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Dr. Gerson Junqueira Jr.; a presidente da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do RS (SPTRS), Dra. Manuela Cavalcanti; a presidente da Sociedade de Cirurgia Torácica do RS (SOCITORS), Dra. Fabíola Perin; e o Dr. Thiago Krieger, em nome da Associação Gaúcha de Radiologia (AGR).

A nova Frente Parlamentar tem como propósito debater e propor medidas que aprimorem a saúde respiratória da população gaúcha, com foco na prevenção de doenças como asma, bronquite, pneumonia e câncer de pulmão. Além disso, o grupo pretende estimular a capacitação de profissionais da saúde e estreitar a cooperação entre universidades, centros de pesquisa e a sociedade civil, a fim de subsidiar medidas mais eficazes e duradouras.

Em sua fala, Dr. Thiago Duarte destacou a relevância do tema e o impacto das doenças respiratórias no cotidiano das famílias e do sistema de saúde.

“As doenças pulmonares não são apenas diagnósticos médicos. São danos humanos que afetam famílias, sobrecarregam o sistema de saúde e muitas vezes ceifam vidas precocemente. Estudos apontam que, no Brasil, as doenças respiratórias estão entre as principais causas de internação e de afastamento do trabalho. Em nosso estado, que enfrenta invernos rigorosos e frequentes episódios de pressão atmosférica, os números são ainda mais alarmantes”, afirmou.

Ao lembrar os desafios enfrentados durante a pandemia de COVID-19, o parlamentar mencionou o Memorial da Gratidão da AMRIGS, como símbolo da importância de preservar a memória e as lições aprendidas.

“É por isso que o Memorial da Gratidão da AMRIGS existe. Para não esquecermos o que passou”, completou.

Representando a Associação Médica do RS, o presidente da instituição, Dr. Gerson Junqueira Jr. reforçou que a discussão sobre saúde pulmonar deve ir além das doenças e incluir temas relacionados à saúde planetária e aos hábitos de vida.

“Não é apenas de câncer de pulmão que a saúde pulmonar vive. Precisamos falar também sobre saúde planetária, cigarro eletrônico, fumo, e quatro desafios importantes que precisamos trazer pela saúde pública: educação, rastreamento, diagnóstico assertivo e o tratamento adequado. Com isso, conseguiremos vencer essa batalha”, destacou.

A fala do presidente da AMRIGS reforçou o papel das entidades médicas como parceiras fundamentais na construção de estratégias que melhorem a qualidade de vida da população e reduzam a incidência de doenças respiratórias no Rio Grande do Sul.

A Dra. Manuela Cavalcanti lembrou que o trabalho conjunto entre as Sociedades de Especialidades Médicas começou ainda em 2023, quando Pneumologia, Cirurgia Torácica e Radiologia uniram esforços em prol da saúde pulmonar dos gaúchos.

“Elegemos quatro pilares principais: tabagismo, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica e câncer de pulmão. Queremos implementar políticas de saúde que eduquem e ampliem o cuidado à população”, afirmou.

Seguindo a mesma perspectiva, Dra. Fabíola Perin destacou a importância do rastreamento precoce do câncer de pulmão e o papel do poder público na ampliação do acesso a exames.

“Viemos a essa Casa pedir apoio e fomos muito bem recebidos. Trouxemos dados científicos evidenciando que o rastreamento do câncer de pulmão salva vidas. Esse diagnóstico precoce pode reverter números negativos, com taxas de sobrevida que superam 90% nas fases iniciais”, explicou.

Complementando as falas, Dr. Thiago Krieger chamou atenção para a necessidade de aproximar os grupos de risco dos programas de rastreamento e conscientizar sobre a rapidez e a eficácia dos exames.

“O que falta é unirmos o grupo de risco e incentivarmos a realização do exame, que não leva mais de três minutos. Precisamos pensar na tomografia como ferramenta de diagnóstico precoce”, ressaltou.

Com a instalação da Frente Parlamentar Pró-Saúde Pulmonar, o Rio Grande do Sul dá mais um passo em direção à integração entre ciência, gestão pública e sociedade. A AMRIGS segue atuando como parceira técnica e institucional na elaboração de políticas que promovam a saúde respiratória e contribuam para um futuro com mais qualidade de vida para todos os gaúchos.

Fonte: Ana Carolina Lopes/ASCOM AMRIGS
Fotos: Ana Carolina Lopes/ASCOM AMRIGS

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